As diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia são referências fundamentais para a prática clínica no Brasil e refletem o trabalho técnico de uma das instituições científicas mais relevantes do país.
A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) é a principal entidade da área cardiovascular, responsável por fomentar pesquisa, educação médica continuada e atualizações para o setor baseadas em evidências científicas.
Fundada em 1943, atualmente, a SBC reúne milhares de cardiologistas e profissionais da saúde. Ao longo de décadas, consolidou-se como uma das maiores sociedades médicas da América Latina, contribuindo de forma decisiva para a qualificação da assistência cardiovascular.
A atuação da instituição impacta diretamente a prática clínica, a formação médica e a construção de consensos técnicos baseados em evidências. Por meio de congressos, publicações científicas e posicionamentos oficiais, a Sociedade Brasileira de Cardiologia fortalece a padronização do cuidado e a segurança do paciente.
Além disso, a entidade mantém diálogo constante com órgãos reguladores, instituições acadêmicas e profissionais de diferentes especialidades, ampliando seu alcance e reforçando seu compromisso com a saúde integral da população.
Agora que você já sabe o que é a SBC e compreende sua relevância histórica e científica, é hora de entender o que são as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia e quais foram as últimas publicações. Confira!
As diretrizes da SBC são documentos técnicos elaborados por especialistas com base nas melhores evidências científicas disponíveis. Elas orientam a conduta clínica, padronizam práticas e auxiliam profissionais de saúde na tomada de decisão em diferentes cenários da cardiologia.

Na prática, funcionam como um guia estruturado que organiza recomendações, classifica níveis de evidência e indica condutas seguras e atualizadas. Isso contribui para maior qualidade assistencial, redução de riscos e fortalecimento da medicina baseada em evidências.
Além de apoiar o raciocínio clínico, as diretrizes da SBC também promovem alinhamento entre equipes multiprofissionais, serviços de saúde e instituições, favorecendo um cuidado mais integrado e centrado no paciente.
Abaixo, você confere um resumo das diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia publicadas em 2025. Continue a leitura e fique por dentro!
O Posicionamento sobre a Saúde Cardiometabólica ao Longo do Ciclo de Vida da Mulher – 2025 propõe um olhar contínuo para a saúde feminina, considerando que o risco cardiovascular começa a ser construído muito antes do aparecimento de sintomas.
Além disso, o documento reforça que níveis adequados de pressão arterial, glicemia e colesterol são fundamentais para manter uma boa saúde cardiometabólica ao longo da vida.
Um dos principais pontos é reconhecer que eventos próprios da vida da mulher — como idade da primeira menstruação, síndrome dos ovários policísticos, complicações na gestação, menopausa precoce ou insuficiência ovariana — não são apenas marcos ginecológicos, mas também indicadores de risco cardiovascular futuro. Esses fatores devem fazer parte da anamnese e da estratificação de risco na prática clínica.
Durante a gestação, por exemplo, condições como pré-eclâmpsia, hipertensão gestacional e diabetes gestacional não se encerram no puerpério. O documento destaca que essas intercorrências podem sinalizar maior probabilidade de doença cardiovascular anos depois, o que exige acompanhamento e orientação preventiva de longo prazo.
No climatério e na pós-menopausa, a redução do estrogênio está associada a mudanças metabólicas importantes, como aumento da gordura visceral, piora do perfil lipídico e maior incidência de hipertensão e intolerância à glicose. Por isso, a avaliação cardiovascular nessa fase deve ser criteriosa e individualizada.
Em relação à terapia hormonal, a diretriz da SBC esclarece que seu objetivo principal é o controle de sintomas da menopausa, e não a prevenção cardiovascular. A decisão deve considerar idade, tempo de menopausa e perfil de risco global da paciente, sempre com análise individualizada.
De forma geral, o documento reforça que a prevenção é o eixo central do cuidado: alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle de peso e cessação do tabagismo continuam sendo pilares essenciais.
Esse posicionamento dialoga diretamente com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia, ao fortalecer uma abordagem mais preventiva, personalizada e centrada na mulher.
A Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial – 2025 é uma construção conjunta da Sociedade Brasileira de Cardiologia, da Sociedade Brasileira de Nefrologia e da Sociedade Brasileira de Hipertensão.
O documento reúne recomendações atualizadas e baseadas em evidências para diagnóstico, acompanhamento e tratamento da hipertensão em diferentes perfis de pacientes.
O diagnóstico é mantido quando a pressão arterial em consultório é ≥ 140/90 mmHg em pelo menos duas ocasiões, com classificação em estágios 1, 2 e 3. A diretriz também reforça a importância da MAPA ou MRPA sempre que possível, tanto para confirmar o diagnóstico quanto para monitorar o tratamento.
Outro ponto central é a estratificação de risco cardiovascular. Recomenda-se investigar fatores de risco e possíveis lesões de órgãos-alvo no momento do diagnóstico e repetir essa avaliação ao menos anualmente, permitindo decisões terapêuticas mais individualizadas e seguras.
Em relação ao tratamento, todos os indivíduos com pressão ≥ 120/80 mmHg devem receber orientação para medidas não medicamentosas, como alimentação adequada, redução do sal, prática de atividade física e controle do peso.

O tratamento medicamentoso é indicado para pacientes com PA ≥ 140/90 mmHg e também para aqueles com PA entre 130-139/80-89 mmHg e alto risco cardiovascular após três meses de intervenções não farmacológicas.
A meta pressórica recomendada é < 130/80 mmHg. Para a maioria dos pacientes, a associação de medicamentos é preferível, enquanto a monoterapia fica reservada a situações específicas, como idosos frágeis ou indivíduos com menor risco.
A diretriz também enfatiza a importância da atuação multiprofissional para melhorar adesão, acompanhamento e resultados clínicos.
Ao integrar prevenção, monitoramento estruturado e cuidado centrado no paciente, o documento fortalece a prática clínica alinhada às diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia, promovendo um manejo mais eficaz, contínuo e humanizado da hipertensão.
A Diretriz Brasileira de Atendimento à Dor Torácica na Unidade de Emergência – 2025 organiza de forma prática e baseada em evidências o manejo de um dos sintomas mais desafiadores da medicina de urgência: o documento reforça que a dor torácica deve sempre ser tratada como potencialmente grave até que causas ameaçadoras à vida sejam descartadas.
Um dos pilares da diretriz é a rápida identificação de síndromes coronarianas agudas. O eletrocardiograma deve ser realizado e interpretado em até 10 minutos após a chegada do paciente, sendo repetido quando necessário. A dosagem de troponina de alta sensibilidade também ocupa papel central, integrada a protocolos diagnósticos seriados.
A estratificação de risco é destacada como etapa essencial para definir conduta e destino do paciente. Ferramentas estruturadas auxiliam na identificação de indivíduos de baixo, intermediário ou alto risco, contribuindo para decisões mais seguras sobre internação, observação ou alta precoce.
O documento também enfatiza a importância de protocolos institucionais bem definidos, com fluxos assistenciais padronizados. Isso reduz tempo até o diagnóstico, melhora desfechos clínicos e otimiza recursos, especialmente em serviços de emergência com grande volume de atendimentos.
Além das causas coronarianas, a diretriz reforça a necessidade de investigação de diagnósticos diferenciais graves, como tromboembolismo pulmonar, dissecção aguda de aorta e pneumotórax hipertensivo. A abordagem deve ser sistemática, sempre aliando avaliação clínica cuidadosa a exames complementares apropriados.
De forma prática, o documento fortalece uma cultura de atendimento ágil, seguro e baseado em evidências, em consonância com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Ao estruturar o raciocínio clínico na emergência, o documento contribui para decisões mais assertivas e centradas no paciente.
A Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025 atualiza as recomendações para avaliação e tratamento das alterações no colesterol e outras frações lipídicas, com foco direto na prevenção de eventos cardiovasculares.
O documento reforça, ainda, que a aterosclerose é uma doença silenciosa e progressiva, muitas vezes detectada apenas após complicações.
Um dos pontos centrais é a estratificação de risco cardiovascular. A conduta terapêutica deixa de ser baseada apenas em números isolados de colesterol e passa a considerar o risco global do paciente, incluindo idade, comorbidades, histórico familiar e presença de lesão de órgão-alvo.
A diretriz mantém o LDL-colesterol como principal alvo terapêutico, com metas mais rigorosas para pacientes de alto e muito alto risco. Também destaca a importância de marcadores complementares, como colesterol não-HDL, apolipoproteína B e lipoproteína(a), especialmente em casos selecionados.
No tratamento, as mudanças no estilo de vida continuam sendo a base: alimentação equilibrada, redução de gorduras saturadas, prática regular de atividade física e cessação do tabagismo.
Quando necessário, as estatinas permanecem como primeira linha, podendo ser associadas a ezetimiba ou inibidores de PCSK9 para atingir metas mais agressivas.
O documento também valoriza exames de imagem, como o escore de cálcio coronariano, para refinar a estratificação de risco em situações específicas. Dessa forma, permite decisões mais personalizadas, evitando tanto o subtratamento quanto intervenções desnecessárias.
De forma prática, o foco deixa de ser apenas tratar números e passa a ser proteger o paciente ao longo de toda a sua jornada cardiovascular, fatores fundamentais para uma saúde integrativa.
A Diretriz Brasileira Baseada em Evidências de 2025 para o Manejo da Obesidade e Prevenção de Doenças Cardiovasculares e Complicações Associadas à Obesidade - 2025 reconhece a obesidade como uma doença crônica, complexa e multifatorial, e não apenas como uma questão estética ou de estilo de vida.
O documento reforça que o excesso de adiposidade está diretamente relacionado ao aumento do risco cardiovascular, diabetes tipo 2, hipertensão e outras condições metabólicas.
Um dos principais pontos da diretriz é a avaliação abrangente do paciente. Além do índice de massa corporal (IMC), é recomendado analisar circunferência abdominal, presença de comorbidades, perfil metabólico e impacto funcional da obesidade, permitindo uma abordagem mais individualizada e centrada na pessoa.
O tratamento deve ser estruturado e contínuo, com foco em mudanças sustentáveis no estilo de vida. Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, qualidade do sono e suporte comportamental são considerados pilares fundamentais, sempre respeitando a realidade e as possibilidades de cada paciente.

A diretriz também atualiza as recomendações sobre terapia farmacológica, indicando medicamentos antiobesidade para pacientes com IMC ≥ 30 kg/m² ou ≥ 27 kg/m² na presença de comorbidades. O uso deve ser parte de um plano terapêutico mais amplo, com acompanhamento clínico regular e metas bem definidas.
Em casos selecionados, a cirurgia bariátrica permanece como opção eficaz, especialmente para indivíduos com obesidade grave ou com complicações associadas. O documento reforça critérios de indicação, necessidade de avaliação multiprofissional e acompanhamento a longo prazo.
Ao integrar prevenção cardiovascular, controle metabólico e cuidado contínuo, as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia são reforçadas. O foco deixa de ser apenas a perda de peso isolada e passa a ser a redução de risco, a melhora da qualidade de vida e o bem-estar integral do paciente.
A Diretriz Brasileira de Fibrilação Atrial – 2025 atualiza as recomendações para diagnóstico e manejo de uma das arritmias mais frequentes na prática clínica. O documento reforça que a fibrilação atrial (FA) está diretamente associada ao aumento do risco de AVC, insuficiência cardíaca e mortalidade cardiovascular, exigindo acompanhamento estruturado e contínuo.
Um dos pontos centrais é a confirmação diagnóstica por meio de eletrocardiograma ou métodos de monitorização cardíaca. A diretriz também valoriza a identificação precoce de FA subclínica, especialmente em pacientes com fatores de risco, ampliando a importância do rastreamento em populações selecionadas.
A estratificação de risco tromboembólico permanece fundamental para definir a necessidade de anticoagulação. O uso de escores clínicos orienta a tomada de decisão, equilibrando risco de AVC e risco de sangramento, sempre com abordagem individualizada e centrada no paciente.
No tratamento, o documento organiza as estratégias em controle de ritmo e controle de frequência cardíaca. A escolha depende do perfil clínico, tempo de evolução da arritmia, sintomas e presença de cardiopatia estrutural, reforçando que não existe uma conduta única para todos os casos.
A diretriz também atualiza as recomendações sobre anticoagulantes orais, priorizando os anticoagulantes diretos na maioria dos pacientes elegíveis. Além disso, aborda indicações de ablação por cateter, principalmente em pacientes sintomáticos ou com falha terapêutica medicamentosa.
A Diretriz de Síndrome Coronariana Crônica – 2025 reforça que a doença arterial coronariana deve ser compreendida como um processo contínuo, que pode evoluir de forma silenciosa por anos e apresentar momentos de agudização ao longo do tempo.
O documento destaca que a síndrome coronariana crônica (SCC) é uma das principais causas de morbidade e mortalidade no Brasil, exigindo atenção estruturada e acompanhamento de longo prazo.
Além disso, a diretriz amplia o olhar sobre os diferentes perfis de pacientes incluídos nesse espectro: desde aqueles estáveis após um evento coronariano agudo ou revascularização, até indivíduos com angina estável, disfunção ventricular esquerda de origem isquêmica ou mesmo pacientes com sintomas sem obstrução coronariana significativa (como nos casos de angina microvascular ou vasoespasmo). Essa abordagem reforça que nem toda isquemia está ligada a obstruções clássicas visíveis na angiografia.
No diagnóstico, o documento valoriza fortemente a anamnese detalhada e a estratificação de risco. A caracterização adequada da dor torácica — típica, atípica ou não anginosa — é essencial para definir a probabilidade pré-teste e indicar exames complementares de forma racional.
A diretriz também orienta o uso criterioso de métodos como teste funcional, angiotomografia coronariana e escore de cálcio, sempre considerando o perfil clínico do paciente.
Em relação ao tratamento, a base continua sendo mudança de estilo de vida e terapia medicamentosa otimizada. Antiagregantes plaquetários, estatinas, inibidores do sistema renina-angiotensina e antianginosos são organizados dentro de uma proposta de tratamento personalizado, levando em conta frequência cardíaca, pressão arterial, fração de ejeção e presença de comorbidades.
O documento também detalha indicações de intervenção coronariana percutânea e cirurgia de revascularização miocárdica, especialmente nos casos com doença obstrutiva significativa e impacto prognóstico.
Além disso, dedica capítulos específicos ao manejo de condições associadas, como doença renal crônica, fibrilação atrial e cuidados no período pós-evento agudo.
As diretrizes da SBC seguem em constante atualização, e já existem documentos previstos para publicação em 2026. Esses materiais reforçam o compromisso da entidade com a prática baseada em evidências e com a atualização contínua dos profissionais de saúde.
Confira as diretrizes e posicionamentos previstos:
Para acompanhar possíveis atualizações, alterações de cronograma e publicações oficiais, é fundamental ficar atento ao site da Sociedade Brasileira de Cardiologia, onde as novas recomendações são divulgadas assim que disponibilizadas.
Anualmente, a Sociedade Brasileira de Cardiologia publica novos documentos e atualizações, reforçando seu compromisso com a prática baseada em evidências. Abaixo, você pode conferir as diretrizes divulgadas desde 2020:
Manter-se atualizado diante desse volume de publicações é parte essencial da prática cardiológica. Acompanhar novas recomendações, revisões e atualizações exige tempo, organização e acesso facilitado às informações — algo que nem sempre é simples na rotina clínica.
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