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Exame do coração: principais exames cardiológicos

O termo exame do coração é usado para se referir a diferentes investigações e análises que podem ser realizadas junto ao paciente com foco em sua saúde cardiovascular. Na prática, engloba uma série de avaliações que ajudam a avaliar o funcionamento, a estrutura e o ritmo cardíaco.

Esses exames podem ser indicados tanto para investigar sintomas quanto para acompanhar a saúde ao longo do tempo. Em casos de pacientes com fatores de risco aparentes, também fazem parte da prevenção.

“Os exames cardiológicos são importantes tanto para o rastreio de doenças quanto para a investigação de sintomas e o acompanhamento de condições cardíacas já diagnosticadas” — Mariana Soares, médica na Ana Health.

Na prática, os exames permitem identificar alterações no funcionamento do coração e acompanhar a resposta a tratamentos. Eles também ajudam a detectar precocemente doenças que podem evoluir de forma silenciosa.

Hipertensão, arritmias e doença arterial coronariana são exemplos de condições que podem ser descobertas em exames para ver o coração. Muitas vezes, essas doenças não apresentam sinais claros no início e podem ser diagnosticadas com avaliações de rotina.

É importante destacar que existem diversos tipos de exames do coração, e a escolha não deve ser feita de forma aleatória. As condições de saúde, o histórico do paciente e os sintomas apresentados é que determinam quais exames cardiológicos são realmente necessários.

Esse cuidado evita gastos desnecessários e reduz a realização de avaliações que não trarão benefícios naquele momento. Por isso, antes de agendar qualquer exame de coração, é importante conversar com o clínico ou médico de Família e Comunidade que acompanha seu cuidado.

Para te ajudar a entender melhor a vasta gama de exames do coração existentes, ao longo deste conteúdo, você encontrará os principais tipos de avaliações, seus nomes e quando cada uma costuma ser indicada. Continue a leitura e confira!

Quais são os principais exames cardiológicos?

Existem diversos tipos de exames do coração, e cada um deles tem uma finalidade específica. Alguns avaliam o ritmo cardíaco, outros analisam a estrutura do órgão ou investigam possíveis obstruções nas artérias.

Segundo a 40ª Conferência de Cardiologia Europeia, a cardiologia está entre as áreas mais relevantes quando se fala em inovação e avanços na saúde, com destaque para pesquisas que impulsionam novas tecnologias e abordagens diagnósticas.

Médico segurando exame cardiológico.
Os exames cardiológicos se adequam conforme a necessidade clínica do paciente.

Para entender porquê a cardiologia tem recebido tanta atenção, é válido consultar os dados globais: de acordo com a Organização Mundial da Saúde, as doenças cardiovasculares seguem como a principal causa de morte no mundo todo.

Logo, é esperado que novas intervenções e métodos diagnósticos surjam com frequência nos próximos anos. Ainda assim, já existe uma série de exames do coração que são bastante comuns hoje em dia. Confira os principais!

Exames laboratoriais

Os exames laboratoriais são testes feitos a partir da coleta de sangue. Eles ajudam a identificar fatores de risco e alterações que podem impactar a saúde cardiovascular.

Embora algumas pessoas não os associem diretamente a um exame do coração, eles são parte essencial da avaliação cardiológica. Afinal, existem diversas doenças cardíacas relacionadas a alterações metabólicas.

Entre os principais exames laboratoriais estão o colesterol total e suas frações (HDL e LDL), que avaliam o risco de formação de placas nas artérias. A dosagem de triglicerídeos também é importante, tendo em mente que níveis elevados de gordura no organismo podem aumentar o risco de doença arterial coronariana.

A glicemia de jejum e a hemoglobina glicada ajudam a investigar diabetes ou resistência à insulina. Outro exame comum é a dosagem de creatinina. Ela avalia a função dos rins, que está diretamente relacionada ao controle da pressão arterial.

Em casos específicos, o médico também pode solicitar marcadores como a troponina,  exame utilizado principalmente quando há suspeita de infarto.

Os exames laboratoriais são simples, acessíveis e fazem parte dos exames pro coração mais solicitados na prática clínica. Eles costumam ser o primeiro passo antes da indicação de outros tipos de exames cardiológicos mais complexos.

Eletrocardiograma

O eletrocardiograma, também chamado de ECG, é um dos exames cardiológicos mais conhecidos. Ele registra a atividade elétrica do coração por meio de pequenos sensores que captam os impulsos elétricos responsáveis pelos batimentos. A partir desse registro, o médico consegue avaliar o ritmo e identificar possíveis alterações.

O exame é rápido, indolor e não invasivo. Geralmente, é realizado em poucos minutos, tanto em consultas de rotina quanto em atendimentos de urgência.

O eletrocardiograma costuma ser solicitado quando há sintomas como dor no peito, palpitações, tontura ou desmaios. Além disso, também pode fazer parte de um cardio check up preventivo.

Por meio desse exame para ver o coração, é possível identificar arritmias, sinais de sobrecarga cardíaca e indícios de infarto (atual ou prévio). No entanto, é importante lembrar que um resultado normal não descarta completamente todas as doenças cardíacas.

Por isso, o ECG deve sempre ser interpretado em conjunto com a avaliação clínica e o histórico do paciente. Assim, o exame do coração deixa de ser apenas um registro isolado e passa a integrar uma análise mais completa e segura.

Eletrocardiograma de esforço ou teste ergométrico

O eletrocardiograma de esforço, também chamado de teste ergométrico, é um exame que avalia o funcionamento do coração durante a atividade física. Diferentemente do ECG em repouso, ele analisa como o órgão reage ao aumento da demanda de oxigênio.

O exame é realizado, em geral, em uma esteira ou bicicleta ergométrica. Enquanto o paciente se exercita, os batimentos cardíacos, a pressão arterial e a atividade elétrica do coração são monitorados continuamente.

Esse é um dos exames cardiológicos mais utilizados para investigar dor no peito relacionada ao esforço, visto que ele ajuda a identificar sinais de isquemia, que ocorre quando o coração recebe menos sangue do que precisa.

Mulher sorrindo, realizando eletrocardiograma, segurando coração de plástico sobre o peito.
O eletrocardiograma investiga dor no peito relacionada ao esforço.

Além disso, o teste ergométrico pode ser indicado para avaliar o condicionamento físico e a resposta ao tratamento em pessoas com doença cardíaca já diagnosticada. Em alguns casos, também faz parte do cardio check up de quem possui fatores de risco.

Por exigir esforço físico, o exame é realizado sob supervisão médica e com critérios de segurança bem definidos. Dessa forma, torna-se um exame de coração seguro e útil quando há indicação clínica adequada.

Assim como ocorre com outros tipos de exames cardiológicos, o resultado deve sempre ser interpretado em conjunto com a história clínica. Somente essa análise integrada permite uma avaliação mais precisa e individualizada.

Eletrocardiografia dinâmica (Holter)

A eletrocardiografia dinâmica, conhecida como Holter, é um exame que registra a atividade elétrica do coração por 24 horas ou mais. Diferente do eletrocardiograma tradicional, ele acompanha o paciente ao longo das atividades do dia a dia.

Para isso, pequenos eletrodos são fixados no tórax e conectados a um aparelho portátil. O paciente vai para casa com o dispositivo e mantém sua rotina normalmente.

Esse é um dos exames cardiológicos mais indicados quando há sintomas intermitentes. Palpitações, tonturas e desmaios que não aparecem no ECG em repouso podem ser identificados com o Holter.

Além disso, a avaliação permite avaliar arritmias, pausas cardíacas e alterações no ritmo ao longo do dia e da noite. Por isso, é considerado um exame para ver o coração prolongado e detalhado.

Durante o período de uso, o paciente costuma registrar em um diário os sintomas que sente. Assim, o médico consegue correlacionar as queixas com as alterações observadas no traçado.

Dessa maneira, o Holter amplia a investigação quando outros tipos de exames do coração não captaram alterações. Como sempre, a interpretação deve considerar o contexto clínico para que a avaliação traga informações realmente úteis ao cuidado.

Radiografia do tórax

A radiografia do tórax é um exame de imagem que utiliza pequenas doses de radiação para visualizar estruturas internas do peito. Embora não seja um exame exclusivo do coração, ela pode trazer informações importantes para a avaliação cardiológica.

Por meio da imagem, é possível observar o tamanho e o contorno da silhueta cardíaca. Alterações nesse formato podem sugerir aumento do coração ou outras condições que merecem investigação.

Além disso, o exame permite avaliar os pulmões e os grandes vasos. Isso é relevante porque algumas doenças pulmonares e alterações vasculares podem causar sintomas semelhantes aos problemas cardíacos.

A radiografia costuma ser solicitada quando há falta de ar, dor no peito ou suspeita de insuficiência cardíaca. Também pode fazer parte da investigação inicial em atendimentos de urgência.

Apesar de simples, ela não substitui outros exames cardiológicos mais específicos. No entanto, quando integrada à história clínica, contribui para direcionar os próximos passos de cuidado de maneira personalizada.

Assim, mesmo não sendo o primeiro exame do coração que vem à mente quando se pensa no assunto, a radiografia do tórax pode complementar outras investigações e ajudar na tomada de decisão médica.

MAPA

O MAPA, sigla para Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial, é um exame que mede a pressão ao longo de 24 horas. Ele registra os valores durante o dia e também enquanto a pessoa dorme.

Para isso, o paciente utiliza um aparelho portátil preso à cintura e conectado a uma braçadeira. O equipamento infla automaticamente em intervalos programados.

Médico apontando para o aparelho que realiza o MAPA.
O MAPA é um dos tipos de exames cardiológicos existentes.

Esse é um dos exames cardiológicos mais importantes para investigar suspeita de hipertensão, porque ele mostra como a pressão se comporta fora do ambiente do consultório.

Em alguns casos, a pressão pode estar elevada apenas na consulta, fenômeno conhecido como “efeito do avental branco”. O MAPA ajuda a diferenciar essa situação da hipertensão verdadeira.

Além disso, em casos de pessoas diagnosticadas, o exame permite avaliar se o tratamento está sendo eficaz ao longo do dia e da noite. Dessa forma, contribui para ajustes mais precisos na medicação.

Como parte dos exames para ver o coração e os fatores de risco associados ao órgão, o MAPA oferece uma visão mais completa do controle da pressão. Assim, a investigação deixa de se limitar à estrutura cardíaca e passa a incluir também o acompanhamento da saúde vascular.

Cintilografia miocárdica

A cintilografia miocárdica é um exame de imagem que avalia a circulação de sangue no músculo do coração. Ela ajuda a identificar áreas que podem não estar recebendo fluxo sanguíneo adequado.

Para realizar o exame, é injetada uma pequena quantidade de substância radioativa na corrente sanguínea. Essa substância permite visualizar, por meio de uma câmera especial, como o sangue chega ao coração.

O exame pode ser feito em repouso e também após esforço físico ou uso de medicação que simula o esforço. Essa comparação ajuda a identificar possíveis obstruções nas artérias coronárias.

Dessa forma, a cintilografia é frequentemente indicada quando há suspeita de doença arterial coronariana. Ela também pode ser utilizada para avaliar a extensão de um infarto já ocorrido.

Entre os tipos de exames cardiológicos, esse é considerado mais detalhado na análise da perfusão do miocárdio. No entanto, sua indicação depende da avaliação clínica e do risco cardiovascular do paciente.

Logo, embora não seja o primeiro exame do coração solicitado na maioria dos casos, a cintilografia pode ser fundamental em investigações específicas. Quando bem indicada, ela contribui para decisões terapêuticas mais seguras e individualizadas.

Angiotomografia de coronárias e aortas

A angiotomografia de coronárias é um exame de imagem que permite visualizar as artérias que irrigam o coração. Ela utiliza tomografia computadorizada com contraste para gerar imagens detalhadas dos vasos sanguíneos.

Esse exame é indicado, principalmente, quando há suspeita de obstrução nas artérias coronárias. Ele ajuda a identificar placas de gordura que podem reduzir ou bloquear a passagem do sangue.

Por ser um exame mais tecnológico, costuma ser solicitado após uma avaliação cardiológica criteriosa. O médico considera os sintomas, os fatores de risco e os resultados de exames anteriores antes de indicá-lo.

A angiotomografia é um dos exames pro coração que permite visualizar diretamente as coronárias de forma não invasiva. Isso significa que não há necessidade de introduzir cateteres nas artérias, como ocorre em outros procedimentos.

Apesar da alta precisão, nem todas as pessoas precisam realizar esse exame. Sua indicação depende do risco cardiovascular e da probabilidade de doença arterial coronariana.

Assim, dentro dos tipos de exames cardiológicos, a angiotomografia ocupa um papel importante na investigação de dor no peito e risco de infarto. Quando bem indicada, ela contribui para um diagnóstico mais rápido e direcionado.

Ressonância do coração

A ressonância do coração é um exame de imagem que utiliza campo magnético e ondas de rádio para gerar imagens detalhadas do órgão. Diferente da tomografia, ela não utiliza radiação.

Esse exame permite avaliar com precisão a estrutura do músculo cardíaco, assim como as válvulas e as cavidades. Além disso, consegue identificar inflamações, cicatrizes e alterações na contração do coração.

Por oferecer imagens de alta definição, costuma ser indicado quando outros exames cardiológicos não foram conclusivos. Também pode ser solicitado para investigar miocardite, cardiomiopatias e sequelas de infarto.

Em alguns casos, a ressonância é utilizada para complementar um exame do coração que apontou alterações estruturais. Dessa forma, ela aprofunda a investigação e ajuda a definir o diagnóstico com mais segurança.

Apesar de ser um exame mais complexo, ele é indolor e não invasivo. No entanto, sua indicação deve sempre fazer parte de uma avaliação cardiológica individualizada.

Dessa forma, entre os tipos de exames do coração, a ressonância se destaca pela riqueza de detalhes. Quando bem indicada, contribui para decisões terapêuticas mais precisas e personalizadas.

Cateterismo cardíaco

O cateterismo cardíaco é um exame considerado invasivo, que permite visualizar diretamente as artérias coronárias. Ele é realizado com a introdução de um cateter fino por uma artéria do braço ou da perna, até chegar ao coração.

Durante o procedimento, é injetado contraste para que as artérias sejam visualizadas em tempo real por meio de raio-X. Assim, o médico consegue identificar obstruções ou estreitamentos nos vasos.

Esse exame é geralmente indicado quando há forte suspeita de doença arterial coronariana. Também pode ser necessário após alterações importantes em outros exames cardiológicos.

Além de diagnóstico, o cateterismo pode ter função terapêutica. Caso seja identificada uma obstrução significativa, é possível realizar a angioplastia no mesmo procedimento. Por ser mais complexo, ele costuma ser solicitado após uma avaliação cardiológica criteriosa. O médico considera riscos, benefícios e o quadro clínico antes de indicar.

Ecocardiograma

O ecocardiograma é um exame de imagem que utiliza ultrassom para avaliar a estrutura e o funcionamento do coração. Ele permite visualizar as válvulas, as cavidades e a movimentação do músculo cardíaco em tempo real.

Profissional de saúde se preparando para fazer o ecocardiograma.
O ecocardiograma é um exame que investiga questões cardiovasculares estruturais.

Por ser indolor e não invasivo, é um dos exames cardiológicos mais solicitados na prática clínica. Pode ser realizado tanto em investigação de sintomas quanto como parte de um acompanhamento periódico.

Esse exame é indicado quando há suspeita de sopro cardíaco, insuficiência cardíaca ou alterações nas válvulas. Também ajuda a avaliar a força de bombeamento do coração, chamada de fração de ejeção.

O ecocardiograma fornece informações que outros exames para ver o coração não conseguem mostrar com o mesmo nível de detalhe estrutural. Por isso, costuma complementar possíveis diagnósticos do eletrocardiograma ou da radiografia.

Em muitos casos, ele é o principal exame do coração utilizado para entender alterações anatômicas. Sua interpretação, no entanto, deve sempre considerar os sintomas e o histórico clínico.

Quando inserido em uma avaliação cardiológica completa, o ecocardiograma contribui para decisões mais seguras. Dessa forma, o cuidado se torna mais preciso e alinhado às necessidades individuais do paciente.

Monitor de eventos

O monitor de eventos é um aparelho portátil utilizado para registrar a atividade elétrica do coração por períodos prolongados. Diferente do Holter, ele pode ser usado por semanas.

O dispositivo é indicado, principalmente, quando os sintomas são raros. Palpitações ou desmaios que acontecem de forma esporádica podem não aparecer em exames de curta duração.

Nesse caso, o paciente ativa o aparelho sempre que sente o sintoma. Assim, o registro fica armazenado para posterior análise médica.

Esse é um dos tipos de exames cardiológicos voltados para investigação de arritmias intermitentes. Ele amplia a chance de correlacionar o sintoma com uma alteração no ritmo cardíaco.

Por permitir monitoramento mais longo, complementa outros exames do coração mais conhecidos, como o eletrocardiograma e o Holter. A escolha entre eles depende da frequência das queixas.

Quando inserido em uma investigação bem direcionada, o monitor de eventos torna o exame mais assertivo. Dessa forma, evita investigações desnecessárias e aumenta a precisão do diagnóstico.

Qual o melhor exame para detectar algum problema no coração?

Não existe um único exame do coração considerado “melhor” para todos os casos. A escolha deve levar em conta os sintomas apresentados, os fatores de risco e a avaliação clínica individual.

Segundo Mariana Soares, médica na Ana Health, a decisão precisa ser personalizada. Cada paciente possui um contexto diferente, e é isso que orienta a solicitação dos exames.

O eletrocardiograma, por exemplo, é simples e rápido, e registra a atividade elétrica do coração. Já o ecocardiograma permite avaliar a estrutura e o funcionamento cardíaco com mais detalhes.

Perceba que cada um tem uma finalidade específica dentro dos exames cardiológicos. Por isso, não se trata de escolher o mais moderno, mas o mais adequado para responder à dúvida clínica.

O mais importante é que a indicação seja criteriosa e alinhada à realidade do paciente. Dessa forma, a avaliação cardiológica se torna mais segura, eficiente e individualizada.

Qual exame detecta um infarto silencioso?

Um infarto silencioso é aquele que ocorre sem sintomas típicos, como dor no peito ou falta de ar, e muitas vezes só é identificado posteriormente por exames. Estudos mostram que 45% dos infartos podem passar despercebidos, especialmente em pessoas com fatores de risco como diabetes e hipertensão.

Diversos exames podem ajudar a detectar um infarto que passou sem sintomas, mas nenhum é perfeito isoladamente. O eletrocardiograma (ECG) pode revelar alterações sugestivas de um infarto prévio, como cicatrizes no músculo cardíaco.

Outro exame importante é a dosagem de marcadores cardíacos no sangue, como a troponina. Esse tipo de exame é usado, sobretudo em situação de urgência, para indicar lesão miocárdica recente, e pode levantar sinais de infarto mesmo quando os sintomas foram leves ou ausentes.

Exames de imagem mais sofisticados também desempenham papel fundamental. A ressonância magnética do coração com realce tardio por gadolínio é considerada um dos métodos mais precisos para identificar cicatrizes de infarto antigo, mesmo na ausência de sintomas. Pesquisas demonstram que essa técnica permite visualizar diretamente áreas de tecido cardíaco lesionado.

Além disso, outros exames como o ecocardiograma e testes de esforço podem ser úteis para investigar as consequências de um possível infarto silencioso, avaliando alterações na função cardíaca e perfusão do músculo.

Em resumo, não existe um único exame que por si só detecte todos os infartos silenciosos. A combinação de exames clínicos, laboratoriais e de imagem, todos parte de uma avaliação integrada, aumenta as chances de identificar um infarto que passou despercebido. 

Quais são as doenças cardíacas mais comuns?

Segundo a Organização Mundial da Saúde, as doenças cardiovasculares constituem um grande grupo de condições que afetam o coração e os vasos sanguíneos. Elas estão entre os problemas de saúde mais frequentes e são responsáveis por um grande número de mortes em todo o mundo.

Aqui estão as principais doenças que podem ser identificadas (ou monitoradas) por meio de um exame do coração:

  • Doença coronariana: ocorre quando as artérias que irrigam o músculo cardíaco ficam estreitas ou obstruídas, podendo levar ao infarto;
  • Acidente vascular cerebral (AVC): embora afete o cérebro, está relacionado ao sistema cardiovascular e muitas vezes está ligado a causas cardíacas;
  • Doença arterial periférica: estreitamento dos vasos que levam sangue às pernas e braços, o que pode causar dor e limitação dos movimentos;
  • Doença cardíaca reumática: lesões nas válvulas cardíacas causadas por infecções estreptocócicas, ainda comum em algumas regiões;
  • Cardiopatia congênita: malformações do coração presentes desde o nascimento, que podem ou não gerar sintomas ao longo da vida;
  • Trombose venosa profunda e embolia pulmonar: coágulos sanguíneos nas veias das pernas que podem se deslocar até os pulmões ou o coração.

Ataques cardíacos e AVCs geralmente são eventos agudos desses quadros e podem ser causados pelo acúmulo de depósitos de gordura nas paredes dos vasos sanguíneos. Entender essas condições é fundamental para promover prevenção e cuidados mais eficazes, integrando exames, hábitos de vida saudáveis e acompanhamento médico.

A importância dos exames de coração

Os exames são fundamentais para prevenir, diagnosticar e acompanhar doenças cardiovasculares. Quando bem indicados, permitem intervenções precoces e decisões mais seguras ao longo do cuidado.

Segundo Mariana Soares, médica na Ana Health, explicar cada etapa da avaliação faz parte de um atendimento responsável. Quando o paciente entende a finalidade, os benefícios e as limitações do exame, participa de forma mais ativa e se sente mais tranquilo.

Além disso, alinhar expectativas sobre o que pode ou não ser identificado reduz interpretações equivocadas. Esse diálogo fortalece a relação de confiança e torna a avaliação mais consciente e individualizada.

Para quem busca acompanhamento contínuo e humanizado, a Ana Health oferece atendimento via telemedicina 24 horas por dia, 7 dias por semana. A proposta é unir tecnologia, acolhimento e saúde integral em um cuidado personalizado.

Com médicos de Família e Comunidade e especialistas, é possível receber orientação, solicitar investigações quando necessário e acompanhar resultados com segurança. 

Assim, o exame do coração passa a fazer parte de uma jornada de cuidado completa e conectada ao seu bem-estar. Se você deseja acompanhar sua saúde cardiovascular ou ter uma relação mais próxima com seu próprio bem-estar, acesse o site da Ana Health e conheça a marca!

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