Telemedicina | Ana Health
10 minutos

Saúde mental dos profissionais da saúde: como cuidar

A saúde mental dos profissionais da saúde está diretamente ligada à rotina intensa vivenciada no dia a dia da assistência. Jornadas prolongadas, decisões sob pressão e o contato constante com o sofrimento humano tornam o cuidado emocional parte essencial da prática profissional.

Ainda assim, muitos profissionais priorizam o cuidado com o outro e deixam o próprio bem-estar em segundo plano. A sobrecarga emocional e o cansaço extremo acabam sendo naturalizados, o que dificulta a identificação precoce de sinais de adoecimento psíquico.

Em situações mais graves, esse cenário pode favorecer o desenvolvimento da síndrome de burnout em profissionais da saúde, associada ao estresse crônico no trabalho. Dessa forma, é preciso encarar a saúde mental como uma responsabilidade individual e institucional, ou seja, um cuidado por parte dos trabalhadores e das empresas.

Neste artigo, você verá um panorama sobre a saúde mental dos profissionais da área de cuidados, os principais fatores de estresse na rotina assistencial e estratégias para promover o bem-estar emocional, tanto do ponto de vista do profissional quanto da gestão. Confira!

Panorama geral sobre a saúde mental dos profissionais da saúde

A saúde mental dos profissionais da saúde tem recebido atenção crescente no Brasil, especialmente diante de indicadores que mostram impactos significativos do trabalho sobre o bem-estar psíquico dessa população. 

Por exemplo, pressões administrativas, jornadas extensas e demandas assistenciais intensas aparecem frequentemente associados a sofrimento emocional entre médicos, enfermeiros e demais profissionais de cuidados.

Profissional de saúde com a mão na testa, olhando para o chão, sentada no corredor de um hospital.
A saúde mental dos profissionais de saúde não deve ser negligenciada.

Levantamentos recentes com base em dados oficiais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mostram que os afastamentos por transtornos mentais quase dobraram no triênio 2023-2025, com crescimento expressivo dos casos de burnout reconhecidos como causas ocupacionais.

Especificamente no setor de saúde, estudos científicos analisam a prevalência de transtornos mentais entre trabalhadores de cuidados, evidenciando taxas elevadas de sofrimento psíquico em segmentos distintos da força de trabalho do setor. 

Em cenários de atenção primária, por exemplo, avaliações indicam que cerca de 10,6% dos profissionais apresentaram alto risco para desenvolvimento da síndrome de burnout, com dimensões clínicas de exaustão emocional significativas.

Artigos acadêmicos brasileiros também registram prevalências relevantes de transtornos mentais comuns e sintomas depressivos entre profissionais de saúde, especialmente entre agentes comunitários e trabalhadores de serviços de atenção psicossocial, reforçando que a exposição a demandas laborais intensas está relacionada a altos níveis de sofrimento emocional.

Esse conjunto de evidências aponta para um panorama em que a saúde mental dos profissionais da saúde não deve ser negligenciada. Compreender esses dados é essencial para a formulação de políticas públicas, estratégias institucionais e ações que protejam o bem-estar de quem atua no cuidado de vidas.

Principais fatores de estresse entre profissionais da saúde

Segundo o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP), existem diversos fatores que impactam a saúde mental dos profissionais da saúde.

De acordo com o documento, o convívio constante com sofrimento humano e com o falecimento são aspectos inerentes ao trabalho de saúde e são uma fonte significativa de estresse emocional para quem lida diariamente com essas situações.

Além disso, trabalhar em jornadas estendidas, com plantões noturnos e condições de trabalho muitas vezes desfavoráveis, incluindo horários irregulares e privação de sono, interfere na saúde física e mental, contribuindo para o desgaste e potencial aumento do risco de transtornos psíquicos.

O documento também ressalta que condições inadequadas de trabalho, como infraestrutura precária, falta de reconhecimento profissional e baixos salários, são fatores associados ao estresse ocupacional, pois alimentam a sensação de sobrecarga e desvalorização profissional.

Outro aspecto mencionado é a exposição à violência no ambiente de trabalho, inclusive agressões por parte de pacientes ou acompanhantes, que intensifica o impacto emocional e psicológico.

Por fim, os fatores psicossociais relacionados à organização do trabalho, como relações interpessoais tensas na equipe, cobranças hierárquicas, falta de apoio institucional e pressão por desempenho, contribuem para a experiência de estresse crônico.

Ainda vale mencionar que aspectos da formação profissional — como exigências dos estágios, carga de tarefas acadêmicas e adaptação às demandas do curso — também podem exercer influências precoces no estresse, que pode persistir ao longo da carreira.

Esses fatores são complexos e multifacetados, refletindo tanto dificuldades individuais quanto estruturais no ambiente de trabalho em saúde. Conhecê-los é uma maneira de compreender por que tantos profissionais enfrentam desafios relacionados ao bem-estar mental, ao mesmo tempo que ajuda a identificar situações que podem ser um gatilho (no médio a longo prazo).

Como cuidar da saúde mental durante a rotina hospitalar?

Cuidar do bem-estar psicológico durante a rotina hospitalar envolve tanto aspectos individuais quanto institucionais. Afinal, a saúde mental dos profissionais da saúde está diretamente relacionada à forma como o trabalho é organizado, às condições oferecidas no ambiente assistencial e ao suporte disponível no dia a dia da equipe.

Duas profissionais de saúde, com pranchetas na mão, conversando.
Existem diversas práticas que podem ser encaixadas na rotina assistencial para cuidar da saúde mental dos profissionais de saúde.

Nesse contexto, o Ministério da Saúde reconhece que a promoção do bem-estar mental deve ser compartilhada entre profissionais e gestores. As orientações oficiais destacam a importância de práticas que reduzam a sobrecarga, fortaleçam vínculos, promovam ambientes seguros e incentivem o cuidado contínuo com a saúde emocional.

A seguir, você poderá conferir as principais indicações do Ministério da Saúde voltadas ao cuidado com o bem-estar mental, tanto para profissionais da saúde quanto para gestores responsáveis pela organização das equipes. Confira!

Para profissionais da saúde

O Ministério da Saúde apresenta orientações voltadas diretamente aos profissionais que atuam na linha de cuidado, reconhecendo que o acompanhamento da saúde mental deve fazer parte da rotina de quem trabalha em serviços de saúde.

Essas recomendações reforçam a importância de identificar sinais de desgaste emocional, já que a negligência contínua pode contribuir para quadros mais graves, como a síndrome de burnout em profissionais da saúde, associada ao estresse ocupacional prolongado.

Adotar práticas de cuidado no dia a dia é uma forma de prevenir o adoecimento mental e fortalecer o bem-estar emocional ao longo da carreira. Veja as indicações e coloque-as na sua rotina!

Praticar atividades com foco em autocuidado

Praticar atividades com foco em autocuidado significa reservar tempo para aquilo que fortalece o corpo e a mente no seu dia a dia, como ter momentos de qualidade com quem você ama, cultivar hobbies prazerosos ou incluir diferentes formas de movimento físico na rotina — caminhar, pedalar, dançar ou praticar yoga são exemplos simples que podem trazer benefícios duradouros.

A prática regular de atividades físicas está associada a efeitos positivos sobre o humor, à redução do estresse e à melhora da qualidade do sono e do bem-estar emocional, funcionando como um componente importante no cuidado da saúde mental.

Conforme aponta o Ministério da Saúde, a prática de exercícios físicos reduz os sintomas de ansiedade e de depressão, além de diminuir o risco de demências futuras. Logo, além de autocuidado, essa atividade impacta diretamente seu bem-estar psicológico.

Realizar acompanhamento com profissional de saúde mental

Realizar acompanhamento com um profissional de saúde mental é uma estratégia importante para cuidar do bem-estar emocional de forma contínua. Afinal, o acompanhamento psicoterapêutico oferece um espaço seguro para lidar com emoções, estresse e desafios da rotina assistencial.

Assim como pacientes procuram médicos e enfermeiros para cuidar da saúde física, profissionais da saúde também podem buscar um psicoterapeuta para fortalecer o bem-estar mental. Esse cuidado não deve ser visto como sinal de fragilidade, mas como uma ação preventiva e de promoção da qualidade de vida.

A psicoterapia contribui para o desenvolvimento de habilidades como autorregulação emocional, manejo do estresse e melhoria das relações interpessoais, aspectos fundamentais para quem atua em ambientes de alta pressão.

Mulher sentada no sofá, com o notebook sobre as pernas, realizando terapia online.
Profissionais de saúde também precisam de acompanhamento psicoterapêutico.

Existem diferentes abordagens psicoterapêuticas, como a psicanálise, as terapias cognitivas, comportamentais, psicodinâmicas e humanistas. Dessa forma, cada profissional pode escolher a linha que melhor se adequa às suas necessidades e ao momento vivido.

Aplicar protocolos de segurança na rotina

Protocolos de segurança são conjuntos de normas e procedimentos definidos para reduzir riscos e prevenir eventos adversos durante a assistência à saúde. Eles orientam práticas clínicas, uso de equipamentos, fluxos de atendimento e condutas diante de situações críticas.

Inserir esses protocolos na rotina contribui para um ambiente de trabalho mais previsível e organizado, reduzindo incertezas e a sobrecarga emocional. Quando há clareza sobre processos e responsabilidades no cuidado, a saúde mental dos profissionais da saúde é diretamente impactada.

Lembre-se que o não cumprimento dos protocolos pode aumentar a exposição a falhas, acidentes e situações de conflito, o que intensifica o estresse e o sentimento de insegurança no exercício profissional. Esses fatores tendem a agravar o desgaste emocional ao longo do tempo.

Seguir protocolos de segurança também fortalece a confiança da equipe, melhora a comunicação entre os profissionais e contribui para uma atuação mais segura, protegendo tanto quem presta quanto quem recebe o cuidado.

Ter alinhamentos constantes com os gestores

Manter alinhamentos constantes com os gestores é uma prática importante para evitar sobrecarga e ruídos na rotina de trabalho. Esses momentos permitem alinhar expectativas, revisar tarefas, receber feedbacks e identificar oportunidades de aprendizado e desenvolvimento profissional.

Conversas frequentes também ajudam a antecipar dificuldades, redistribuir tarefas quando necessário e fortalecer a relação de confiança entre equipe e liderança, contribuindo para um ambiente de trabalho mais equilibrado e colaborativo.

Caso esses encontros não façam parte da rotina institucional, o próprio profissional de saúde pode solicitá-los de forma proativa, sugerindo reuniões periódicas para discutir processos, limites e objetivos, sempre com foco na melhoria do cuidado e do bem-estar no trabalho.

Evitar, se possível, fazer um alto número de plantões

Sempre que possível, evitar um número elevado de plantões seguidos é uma forma de reduzir o desgaste físico e emocional. Organizar a agenda com intervalos adequados de descanso, negociar escalas com antecedência e respeitar os próprios limites são estratégias que podem ajudar a prevenir a sobrecarga.

Para quem precisa realizar plantões frequentes, algumas práticas podem contribuir para diminuir o estresse, como priorizar pausas curtas durante o turno, manter uma alimentação adequada, hidratar-se e buscar momentos de descanso real entre um plantão e outro, mesmo que breves.

Segundo estudos acadêmicos, plantões longos e exaustivos estão associados ao aumento do cansaço extremo, à dificuldade de concentração e ao desgaste emocional, fatores que impactam negativamente a saúde mental. Reconhecer esses efeitos é essencial para adotar estratégias de cuidado possíveis dentro da realidade de cada profissional.

Ter uma boa rotina de sono

Ter uma boa rotina de sono é fundamental para manter o equilíbrio emocional e o bem-estar ao longo da jornada profissional. Artigos científicos demonstram que melhorar a qualidade do sono está associado à redução de sintomas de ansiedade e depressão, dois pilares importantes da saúde mental.

Mulher dormindo plenamente, com a luz do sol entrando pela janela em direção ao seu rosto.
O sono de qualidade é fundamental para a regulação mental e psicológica.

A construção de uma rotina de sono regular — com horários consistentes para dormir e acordar — ajuda a estabilizar os ritmos biológicos e favorece uma recuperação física e mental mais eficiente após jornadas exigentes.

Algumas práticas simples podem melhorar a qualidade do sono, como evitar exposição a telas antes de dormir, manter um ambiente escuro e silencioso, e priorizar o descanso mesmo em dias de plantões.

Quando o sono é restaurador, o corpo e a mente conseguem recuperar-se melhor do estresse diário, promovendo maior clareza mental e resiliência diante de desafios. Ou seja, cuidar do sono é um passo importante para fortalecer a saúde mental dos profissionais da saúde.

Se alimentar de forma saudável

Uma alimentação equilibrada influencia não só a saúde física, mas também a regulação emocional e o funcionamento cognitivo. Estudos acadêmicos indicam que padrões alimentares mais saudáveis estão associados a melhores desfechos psicológicos, incluindo menores sintomas de ansiedade e depressão.

Certos nutrientes — como ácidos graxos ômega-3, vitaminas, minerais e fibras — desempenham papel importante na função cerebral, modulando processos inflamatórios e vias do sistema nervoso que impactam o humor e a resposta ao estresse.

Incluir no dia a dia frutas e vegetais, carnes com baixo teor de gordura, oleaginosas, leguminosas e grãos integrais pode fortalecer diretamente a saúde mental. Além disso, é importante reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados e ricos em açúcares.

Escolher alimentos nutritivos e coloridos contribui para a energia, a clareza mental e a estabilidade emocional ao longo das jornadas exigentes de trabalho. Pequenas mudanças na alimentação podem trazer benefícios significativos para o bem-estar geral.

Construir uma rede de apoio

Construir e manter uma rede de apoio é um recurso importante para enfrentar desafios e reduzir o impacto emocional de situações de estresse no trabalho. Estudos mostram que profissionais de saúde com maior suporte social percebem menos sintomas de ansiedade e estresse no ambiente assistencial.

O suporte de famílias, amigos e colegas pode fortalecer a resiliência e a capacidade de enfrentar dificuldades. Por isso, mesmo durante rotinas cheias, busque encaixar atividades simples com quem você ama.

Por exemplo, almoços regulares com colegas, encontros informais após o trabalho ou participação em grupos de interesse comum (como uma comunidade de jogos) podem fortalecer laços e oferecer espaços de descompressão.

Ter esse suporte emocional acessível contribui para um ambiente de trabalho mais colaborativo e acolhedor, favorecendo tanto o bem-estar diário quanto a capacidade de lidar com momentos mais difíceis. 

Para gestores de saúde

O Ministério da Saúde também destaca que a promoção do bem-estar emocional é uma responsabilidade da gestão. As práticas institucionais têm papel central na prevenção do adoecimento psíquico e na construção de ambientes de trabalho mais saudáveis.

A seguir, estão reunidas as principais orientações voltadas aos gestores para apoiar a saúde mental dos profissionais da saúde e fortalecer o cuidado dentro das equipes assistenciais.

Garantir acesso aos recursos necessários na rotina

Garantir acesso aos recursos necessários na rotina é essencial para evitar estresses desnecessários e interrupções no cuidado. Afinal, a ausência de insumos ou ferramentas adequadas pode gerar insegurança e sobrecarga emocional durante a execução das atividades.

Entre os pontos que devem ser observados estão a disponibilidade de materiais básicos, equipamentos de proteção individual, infraestrutura adequada e sistemas que funcionem corretamente. Juntos, esses elementos permitem que o profissional atue com mais confiança e eficiência.

Além disso, processos bem definidos e acesso fácil às informações clínicas reduzem retrabalhos e falhas operacionais. Esse suporte contribui para um ambiente mais organizado e menos desgastante para a equipe de saúde.

Oferecer condições adequadas de trabalho

Oferecer condições adequadas de trabalho na rotina de saúde significa criar um ambiente que permita ao profissional atuar com segurança, organização e suporte. Afinal, infraestrutura compatível com as demandas assistenciais e jornadas bem planejadas são elementos centrais nesse processo.

Profissional de saúde com a testa enrrugada e mão na cabeça, estressada.
É papel do gestor estar atento aos sinais de adoecimento mental na equipe.

Quando o local de trabalho oferece estrutura e apoio suficientes, o profissional fica menos exposto a riscos físicos e à sobrecarga constante. Dessa forma, o desgaste diário é reduzido e uma atuação mais segura e confiante se torna possível.

Ambientes que respeitam limites, promovem pausas e contam com suporte institucional contribuem diretamente para a preservação da saúde física e mental. Essas condições impactam não apenas o bem-estar da equipe, mas também a qualidade do cuidado prestado aos pacientes.

Realizar cursos e formações focados em gestão

Realizar cursos e formações focados em gestão é uma forma de promover a evolução contínua dos profissionais de saúde, especialmente daqueles que ocupam cargos de liderança. O desenvolvimento de competências gerenciais contribui para decisões mais assertivas e para uma organização de trabalho mais eficiente.

Entre os temas que podem ser abordados estão gestão de pessoas, liderança, comunicação, planejamento de escalas, segurança do paciente e gestão de processos. Esses conhecimentos ajudam os profissionais a lidar melhor com desafios cotidianos e com a coordenação das equipes.

Nem sempre é necessário investir em cursos externos para promover esse aprendizado. A própria equipe pode compartilhar conhecimentos por meio de treinamentos internos, rodas de conversa, workshops ou mentorias entre profissionais mais experientes e novos líderes.

Ao incentivar a capacitação contínua, a gestão fortalece o senso de pertencimento, valoriza talentos internos e cria uma cultura organizacional mais preparada para enfrentar desafios, beneficiando tanto a equipe quanto a qualidade da assistência.

Estabelecer diretrizes e protocolos

Estabelecer diretrizes e protocolos é essencial para organizar a rotina assistencial e orientar a atuação dos profissionais de saúde. Esses documentos definem fluxos, responsabilidades e condutas, reduzindo incertezas e padronizando o cuidado prestado.

Quando os protocolos estão bem definidos e acessíveis, o profissional trabalha com mais segurança e previsibilidade, o que contribui para a redução do estresse e da sobrecarga emocional. 

Entre os exemplos de protocolos estão os de segurança do paciente, higiene das mãos, administração de medicamentos, atendimento a emergências, comunicação de eventos adversos e fluxos de encaminhamento. A aplicação consistente dessas diretrizes fortalece a confiança da equipe e a qualidade da assistência.

Organizar folgas semanais e períodos de pausas

Organizar folgas semanais e períodos de pausas é essencial para reduzir o desgaste físico e emocional na rotina assistencial. O descanso adequado permite a recuperação do corpo e da mente, impactando diretamente a saúde mental dos profissionais da saúde.

Do ponto de vista legal, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) garante o direito ao descanso semanal remunerado. O artigo 67 da CLT estabelece que todo empregado deve ter, no mínimo, 24 horas consecutivas de descanso por semana, preferencialmente aos domingos, regra que também se aplica aos profissionais da área da saúde, com adaptações de escala.

Além das folgas semanais, pausas durante a jornada são importantes para reduzir a fadiga e manter a atenção. Pequenos intervalos ao longo do turno contribuem para diminuir o estresse e melhorar a capacidade de tomada de decisão.

Para facilitar a organização das folgas, gestores podem planejar escalas com antecedência, considerar a rotatividade justa entre a equipe e respeitar limites de carga horária. O uso de ferramentas de gestão e sistemas digitais também ajuda a evitar sobreposições e desequilíbrios.

Uma gestão que valoriza o descanso demonstra cuidado com a equipe e contribui para ambientes de trabalho mais sustentáveis, equilibrados e seguros ao longo do tempo.

Dispor de apoio psicológico durante o período de trabalho

Dispor de apoio psicológico durante o período de trabalho é uma medida importante para acolher profissionais de saúde que lidam com altos níveis de estresse emocional. Ter esse suporte disponível facilita o acesso ao cuidado e reduz barreiras para buscar ajuda.

O apoio psicológico no ambiente de trabalho permite a escuta qualificada, o manejo de situações críticas e a identificação precoce de sinais de sofrimento mental. Isso contribui para a prevenção do adoecimento e para a promoção do bem-estar contínuo da equipe.

Ao oferecer esse tipo de suporte, a gestão demonstra compromisso com a saúde emocional dos profissionais e fortalece uma cultura organizacional mais humana, acolhedora e atenta às necessidades do cuidado.

Identificar quando contratar novos profissionais

Identificar o momento de contratar novos profissionais é essencial para equilibrar a rotina de trabalho e evitar sobrecargas prolongadas. Equipes dimensionadas de forma adequada conseguem distribuir melhor as atividades, reduzindo o acúmulo de funções e a pressão diária sobre os colaboradores.

Equipe realizando reunião online, com fichas de candidatos para vaga nas mãos.
Contratações ajudam a garantir uma rotina assistencial sem sobrecarga.

Além disso, novas contratações permitem organizar escalas mais justas, ampliar períodos de descanso e garantir folgas regulares. Esse equilíbrio contribui para um ambiente mais saudável, sustentável e favorável à qualidade do cuidado prestado.

Compartilhar responsabilidades

Compartilhar responsabilidades de forma justa é essencial para preservar o equilíbrio na rotina dos profissionais de saúde. A divisão das atividades deve levar em conta a complexidade dos diagnósticos, o grau de dificuldade dos tratamentos e o tempo necessário para cada etapa do cuidado.

Quando essas variáveis não são consideradas, alguns profissionais acabam acumulando funções e demandas excessivas. Esse cenário favorece a sobrecarga, dificultando a organização do trabalho e a manutenção da atenção e da qualidade assistencial.

A sobrecarga contínua está diretamente associada ao aumento do estresse e da ansiedade no ambiente de trabalho. Uma distribuição mais equilibrada das responsabilidades contribui para relações mais saudáveis entre a equipe e para a preservação do bem-estar emocional.

Aplicar boas práticas de comunicação não violenta

Aplicar boas práticas de comunicação não violenta é fundamental na gestão de pessoas, especialmente em ambientes de saúde, onde a pressão e a complexidade da rotina são constantes. Esse tipo de comunicação prioriza escuta ativa, clareza e respeito nas interações.

Quando a comunicação apresenta ruídos, informações mal transmitidas ou abordagens agressivas, sentimentos como frustração, insegurança e irritação tendem a se intensificar. Com o tempo, esses fatores impactam o clima organizacional e contribuem para o aumento do estresse emocional.

Uma comunicação clara, empática e objetiva fortalece as relações profissionais, reduz conflitos e cria um ambiente mais colaborativo. Para a gestão, adotar essas práticas é uma forma de promover bem-estar e melhorar o desempenho das equipes.

Telessaúde e saúde mental dos profissionais de saúde: qual a relação?

A telessaúde tem se consolidado como uma aliada importante na reorganização dos serviços de saúde e no cuidado com o bem-estar das equipes. Ao ampliar o acesso remoto aos atendimentos, é possível reduzir a demanda presencial e direcionar os esforços da equipe para casos que realmente exigem atenção física imediata.

Para gestores, essa estratégia contribui para desafogar unidades de saúde, otimizar fluxos e diminuir a sobrecarga diária dos profissionais. Com menos atendimentos presenciais de baixa complexidade, o trabalho tende a se tornar mais organizado e previsível.

Do ponto de vista dos profissionais de saúde, o atendimento remoto pode representar uma alternativa mais saudável de atuação. A telessaúde reduz deslocamentos, permite maior flexibilidade na agenda e contribui para uma rotina menos exaustiva, sem comprometer a qualidade do cuidado.

Além disso, a possibilidade de alternar entre atendimentos presenciais e remotos ajuda a equilibrar a carga de trabalho e favorece a preservação da energia física e emocional ao longo do tempo.

Nesse contexto, a Ana Health atua como uma facilitadora desse processo. A plataforma é um software de telemedicina que permite que clínicas, operadoras de saúde e profissionais autônomos ofereçam atendimentos remotos de forma centralizada, integrando comunicação, consultas e histórico dos pacientes em um único ambiente.

Ao investir em soluções digitais, é possível fortalecer a saúde mental dos profissionais da saúde e tornar a gestão mais eficiente e sustentável. Clique no banner e conheça como a Ana Health pode apoiar sua rotina de cuidado e gestão em saúde.

Banner para a página de software de telemedicina da Ana Health.