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Tipos de terapia: abordagens mais comuns e como escolher a sua

Você sabia que existem vários tipos de terapia e que cada um deles parte de uma forma diferente de compreender as emoções e o comportamento humano? Afinal, como área de estudos, a psicologia está em constante movimento.

Em suma, os tipos de terapia se referem às abordagens da psicologia, também conhecidas como linhas da psicologia, que orientam como a psicoterapia será conduzida e quais caminhos podem ser seguidos no cuidado em saúde mental.

Pesquisas da Organização Mundial da Saúde indicam que transtornos mentais, como ansiedade e depressão, estão entre as principais causas de afastamento do trabalho e impacto negativo na qualidade de vida. 

Esse cenário tem levado cada vez mais pessoas a buscar informações confiáveis sobre quais abordagens existem e como cada linha pode contribuir para o bem-estar emocional.

Com a ampliação do acesso à telemedicina, se tornou mais simples iniciar o acompanhamento com profissionais qualificados, independentemente da localização geográfica. Esse modelo permite conhecer diferentes tipos de psicólogos e abordagens psicológicas, respeitando o ritmo e as necessidades de cada indivíduo.

Entender as abordagens da psicologia ajuda a alinhar expectativas e reduz inseguranças comuns antes de iniciar o acompanhamento. Cada linha possui uma forma específica de escuta, intervenção e construção do processo terapêutico, o que impacta diretamente a experiência do paciente.

Ao longo deste artigo, você vai conhecer os principais tipos de terapia, compreender melhor cada abordagem e aprender como escolher aquela que faz mais sentido para o seu momento de vida e suas necessidades emocionais. Continue a leitura e confira!

O que é psicoterapia?

A psicoterapia é um processo estruturado de cuidado em saúde mental, geralmente conduzido por profissionais formados e habilitados em psicologia. Segundo estudos acadêmicos, a terapia psicológica tem como objetivo promover autoconhecimento, aliviar o sofrimento psíquico e auxiliar no desenvolvimento de recursos emocionais mais saudáveis.

Mulher sentada no sofá, com notebook sobre as pernas, realizando terapia online com psicóloga.
A psicoterapia é uma das maneiras de cuidar da sua saúde mental.

De acordo com pesquisas científicas publicadas por associações internacionais de psicologia, a psicoterapia pode ser indicada para diferentes demandas, como ansiedade, depressão, dificuldades nos relacionamentos, luto, estresse crônico e questões relacionadas à autoestima. Esses estudos apontam que diversos tipos de terapia apresentam bons resultados quando há vínculo terapêutico e continuidade no acompanhamento.

“A psicoterapia é um processo para o autoconhecimento e cuidado, conduzido por um profissional qualificado, com um espaço de escuta seguro, que oferece um diálogo para compreender melhor os sentimentos, emoções, comportamentos e até mesmo a relação com si mesmo e com o mundo” — Miguel Santana, psicólogo na Ana Health (CRP 06/203922).

Além do alívio de sintomas, a psicoterapia considera o contexto de vida, a história pessoal e os vínculos afetivos do paciente. As abordagens da psicologia, por sua vez, oferecem diferentes formas de compreender esses aspectos, respeitando a singularidade de cada pessoa e seu momento emocional.

Compreender o que é psicoterapia facilita o entendimento sobre quais tipos de terapia existem, como funcionam as linhas da psicologia e por que cada abordagem se adapta de acordo com as necessidades individuais de quem está sendo atendido.

Quais são os tipos de terapia?

Existem diversos tipos de terapia reconhecidos cientificamente, cada um fundamentado em teorias específicas sobre o desenvolvimento humano e o funcionamento psíquico. Essas abordagens da psicologia orientam a atuação clínica e ajudam a definir como o processo terapêutico será conduzido.

Conhecer quais linhas da psicologia existem permite que você participe de forma mais consciente do próprio cuidado, o que contribui para escolhas mais alinhadas às suas expectativas e suas necessidades.

“Levar a abordagem em consideração é uma parte importante, porque cada terapia é de um jeito diferente. Algumas são focadas na história de vida e nas emoções, outras são mais práticas e voltadas para o presente” — Miguel Santana, psicólogo na Ana Health (CRP 06/203922).

A seguir, você confere os principais tipos de terapia utilizados na psicologia clínica, com explicações detalhadas para facilitar o entendimento. Confira!

Psicanálise

A psicanálise foi desenvolvida por Sigmund Freud no final do século XIX e marcou profundamente a história da psicologia clínica. Segundo estudos acadêmicos, essa abordagem parte do entendimento de que muitos conflitos emocionais têm origem em conteúdos inconscientes, construídos ao longo da vida, especialmente nas primeiras relações afetivas.

Durante o processo terapêutico, você é convidado a falar livremente sobre seus pensamentos, suas lembranças, seus sonhos e seus sentimentos. Essa forma de escuta permite que aspectos não conscientes emerjam, possibilitando novas compreensões sobre o sofrimento psíquico. De acordo com pesquisas científicas, a associação livre e a análise do discurso são centrais nessa abordagem.

O acompanhamento costuma ser contínuo e, em muitos casos, de longo prazo, respeitando o tempo subjetivo de cada pessoa. Entre os tipos de terapia, esse é indicado para quem deseja compreender padrões emocionais profundos, conflitos recorrentes e a própria história de forma mais ampla.

Humanista

A terapia humanista ganhou destaque a partir da década de 1950, especialmente com as contribuições de Carl Rogers. Essa abordagem surgiu como uma resposta aos modelos mais diretivos, colocando a experiência subjetiva do indivíduo no centro do processo terapêutico. Segundo estudos acadêmicos, ela parte da crença de que o ser humano possui uma tendência natural ao crescimento.

Mulher sentada de pernas cruzadas na cama, fazendo gestos, durante sessão de terapia online.
A abordagem humanista é um dos tipos de terapia.

No processo terapêutico, o profissional atua de maneira empática, genuína e acolhedora, criando um espaço seguro para a expressão emocional. A qualidade da relação terapêutica é considerada um dos principais fatores de mudança, conforme apontam pesquisas científicas na área da psicoterapia.

Essa forma de cuidado é frequentemente procurada por pessoas que desejam fortalecer a autoestima, ampliar o autoconhecimento e desenvolver maior autonomia emocional, especialmente em momentos de transição ou de tomada de decisões importantes.

Behaviorismo

O behaviorismo é um dos tipos de terapia mais conhecidos e surgiu no início do século XX, com autores como John B. Watson e B. F. Skinner, propondo uma psicologia baseada na observação objetiva do comportamento. 

Segundo pesquisas científicas, essa abordagem entende que comportamentos são aprendidos por meio da interação com o ambiente e, portanto, podem ser modificados.

Na prática clínica, o terapeuta ajuda o paciente a identificar comportamentos que geram sofrimento e a desenvolver novas respostas mais adaptativas. As intervenções costumam ser estruturadas, com objetivos claros e acompanhamento dos resultados ao longo do tempo.

Esse modelo de terapia psicológica é amplamente utilizado em situações que exigem mudanças comportamentais específicas, como fobias, dificuldades de adaptação, manejo de ansiedade e desenvolvimento de habilidades sociais.

Terapia cognitivo-comportamental

Desenvolvida por Aaron Beck na década de 1960, a terapia cognitivo-comportamental (TCC) é uma das abordagens mais estudadas da psicologia. Segundo estudos acadêmicos, ela se baseia na relação entre pensamentos, emoções e comportamentos, entendendo que interpretações distorcidas da realidade influenciam as emoções dos indivíduos.

Durante o acompanhamento, o terapeuta e o paciente trabalham juntos para identificar pensamentos automáticos disfuncionais e, a partir daí, construir formas mais equilibradas de lidar com situações do dia a dia. O foco costuma estar no presente e em objetivos bem definidos.

Por conta de seu forte embasamento científico, a TCC é frequentemente mencionada quando se discute qual o melhor tipo de terapia para ansiedade, além de apresentar bons resultados em casos de depressão, estresse e transtornos relacionados.

Junguiana

A terapia junguiana tem origem nos estudos de Carl Gustav Jung e propõe uma compreensão ampliada da psique humana. De acordo com pesquisas científicas, essa abordagem introduz conceitos como inconsciente coletivo, arquétipos e símbolos universais, oferecendo uma leitura mais simbólica da experiência emocional.

O processo terapêutico pode envolver a análise de sonhos, de imagens e de narrativas pessoais, sempre considerando o significado subjetivo atribuído pelo paciente. O objetivo não é apenas reduzir sintomas, mas promover integração entre diferentes aspectos da personalidade.

Esse tipo de terapia costuma atrair pessoas interessadas em autoconhecimento profundo, em identidade, em criatividade e em busca de sentido ao longo da vida.

Lacaniana

A abordagem lacaniana deriva das contribuições de Jacques Lacan, que reinterpretou a psicanálise freudiana a partir da linguagem e das relações simbólicas. Segundo estudos acadêmicos, o sujeito é compreendido como constituído pelo discurso e pelas experiências culturais.

Na clínica, a escuta atenta da fala do paciente é central. O terapeuta observa repetições, lapsos e construções linguísticas que revelam modos singulares de lidar com o desejo e o sofrimento. As intervenções do psicoterapeuta tendem a serem pontuais e visam provocar reflexões.

Esse modelo de terapia psicológica costuma ser procurado por pessoas que desejam um processo reflexivo profundo, com foco na singularidade da experiência humana.

Logoterapia

A logoterapia foi desenvolvida por Viktor Frankl, psiquiatra e psicoterapeuta austríaco. Essa abordagem parte da ideia de que a busca de sentido é uma motivação central da vida humana. Segundo pesquisas científicas, ela é especialmente indicada em situações de sofrimento existencial.

Na logoterapia, você é convidado a refletir sobre seus valores, suas escolhas e seu próprio significado, mesmo diante de adversidades. O foco não está apenas na redução de sintomas, mas na construção de sentido.

Entre as abordagens da psicologia, a logoterapia dialoga fortemente com temas como propósito, responsabilidade e liberdade interior.

Gestalt

A gestalt-terapia foi desenvolvida por Fritz Perls e enfatiza a experiência do aqui e agora. Segundo estudos acadêmicos, essa abordagem valoriza a consciência emocional, corporal e relacional como caminhos para o crescimento pessoal.

Visão panarâmica de um notebook, com uma mulher acenando na tela. Uma segunda mulher acena de volta, do sofá.
A gestalt-terapia foca no presente para que você elabore suas emoções.

Durante as sessões, o terapeuta incentiva o paciente a perceber padrões de comportamento, formas de contato e bloqueios emocionais que surgem no presente. Como principais pilares desse modelo, é possível mencionar a responsabilidade pessoal e a autenticidade.

Esse tipo de terapia psicológica costuma ser procurado por quem deseja ampliar a consciência de si, melhorar relações interpessoais e desenvolver maior integração emocional.

Psicodrama

O psicodrama foi criado por Jacob Levy Moreno e utiliza a dramatização como recurso terapêutico. De acordo com pesquisas científicas, essa abordagem favorece a expressão emocional por meio da ação, permitindo que conflitos internos sejam vivenciados de forma simbólica.

As sessões podem ocorrer de forma individual ou em grupo, utilizando encenações de situações reais ou imaginadas. Esse método estimula espontaneidade, criatividade e novas perspectivas sobre experiências vividas.

O psicodrama é indicado para pessoas que se beneficiam de abordagens vivenciais e de uma participação mais ativa no processo terapêutico.

Qual a terapia mais procurada?

A dúvida sobre qual é a terapia mais procurada é comum entre pessoas que estão iniciando o cuidado em saúde mental. Segundo um levantamento publicado pela Gazeta, baseado em dados de busca no Google no Brasil, a psicanálise concentra cerca de 40% do interesse relacionado a tipos de terapia.

A terapia cognitivo-comportamental (TCC) aparece como a segunda abordagem mais procurada, reunindo aproximadamente 19% das buscas. Já as linhas gestalt-terapia, humanista e psicodinâmica representam, juntas, aproximadamente 10% do interesse do público.

É importante destacar que mesmo com diferenças na procura, a terapia mais pesquisada  não é, necessariamente, a mais adequada para todos. Afinal, o melhor tipo de terapia depende das necessidades individuais e da forma como cada pessoa prefere lidar com suas próprias pautas emocionais.

Como escolher entre as abordagens da psicologia?

Escolher entre os tipos de terapia é uma decisão pessoal e que deve considerar diversos fatores, como objetivos, momento de vida, preferências individuais e disponibilidade emocional. 

É fundamental destacar que não existe uma resposta única para qual o melhor tipo de terapia para ansiedade ou outras demandas, pois cada pessoa responde de forma diferente ao processo terapêutico.

Conhecer quais tipos de terapia existem, entender as linhas da psicologia e refletir sobre como você gosta de ser acompanhado ajuda a tornar essa escolha mais consciente. Por fim, a relação com o terapeuta também é um fator central para o andamento saudável do processo psicoterapêutico.

“Existem alguns processos que são precisos levar em consideração: o que você está buscando na terapia; como você gosta de ser acompanhado; seu momento de vida; a relação com o terapeuta; flexibilidade para mudar. No final de tudo, escolher a abordagem é mais sobre encontrar um jeito de cuidado que combine com você e com o que você precisa agora” — Miguel Santana, psicólogo na Ana Health (CRP 06/203922).

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