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Healthtech no Brasil: o que é e como funciona

Se você já fez uma consulta por vídeo, acessou seu histórico médico pelo celular ou recebeu um lembrete automático de retorno ao médico, já foi impactado por uma healthtech.

O termo vem ganhando cada vez mais espaço nas conversas sobre o futuro da saúde, e não é à toa. O Brasil já reúne quase 1.900 startups desse tipo, se consolidando como o maior ecossistema de saúde digital da América Latina.

Mas, afinal, o que faz uma empresa ser considerada uma healthtech? E por que esse mercado só cresce, mesmo em um cenário econômico mais seletivo com investimentos?

Neste conteúdo, você vai entender o que é healthtech, como esse tipo de empresa funciona na prática, quais são os principais tipos que existem hoje no Brasil e o que considerar antes de escolher uma para sua clínica, hospital ou empresa.

O que é healthtech?

Healthtechs são empresas, geralmente startups, que utilizam tecnologia e inovação para desenvolver produtos, softwares ou serviços específicos para o setor de saúde. 

O termo vem da união das palavras em inglês health, que significa saúde, e technology, que significa tecnologia.

De acordo com dados da Tracxn, existiam mais de 1900 healthtechs registradas no Brasil até 2025, número que faz do país o maior ecossistema dedicado à saúde digital na América Latina.

Dentro desse ecossistema, as healthtechs atuam em diferentes frentes, como no cuidado, diagnóstico, prevenção, tratamento ou monitoramento de pacientes por telemedicina, mas também em gestão de hospitais, laboratórios e clínicas, entre outros serviços e sistemas. 

Ou seja, é um mercado bastante amplo, mas que, de maneira geral, tem como foco a inovação para tornar ainda mais eficiente o atendimento médico por meio de tecnologias.

O que é uma empresa healthtech?

Uma empresa healthtech utiliza a inovação e tecnologia como elementos centrais de seu modelo de negócio para resolver desafios do setor de saúde, como ampliar o acesso ao atendimento, melhorar diagnósticos e tratamentos até mesmo reduzir custos ou tornar a gestão de clínicas, hospitais e laboratórios mais eficiente.

Diferentemente de uma empresa tradicional de saúde, na qual a tecnologia pode servir apenas como apoio, as healthtechs oferecem soluções em que o funcionamento depende diretamente dela. 

Nesses casos, quando falamos do conceito de tecnologia em saúde, é importante destacar que se trata de algo mais amplo e não se limita a aplicativos ou serviços digitais. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde, tecnologia abrange a aplicação de conhecimentos e habilidades por meio de medicamentos, vacinas, dispositivos, procedimentos e sistemas desenvolvidos para solucionar problemas de saúde e melhorar a qualidade de vida.

Portanto, nem toda empresa que utiliza uma tecnologia em saúde é necessariamente uma healthtech, já que a tecnologia deve ocupar uma posição central na solução oferecida pela organização.

Como funciona uma healthtech?

Na prática, as healtechs brasileiras e ao redor do mundo funcionam com o objetivo de resolver um problema ou demanda específica enfrentados por pacientes, profissionais de saúde ou instituições. 

Para sanar essas demandas do setor, desenvolvem soluções digitais, como aplicativos, plataformas de telemedicinas, soluções de inteligência artificial, análise de dados, prontuários eletrônicos e outros dispositivos que tornam o acesso à saúde mais eficiente e com melhor custo-benefício.

Um sistema desenvolvido por uma healthtech pode, por exemplo, organizar informações dos pacientes, automatizar tarefas, apoiar a análise de exames, facilitar agendamentos, acompanhar tratamentos ou permitir atendimentos a distância.

Na Ana Health, por exemplo, há soluções como a central de atendimento de saúde digital com apoio de inteligência artificial. Nela, o profissional consegue acessar o histórico do paciente, coordenar o cuidado de saúde integral e atuar na continuidade do cuidado por meio do WhatsApp, ligação telefônica e vídeo-chamada.

Esse é só um dos exemplos de facilidades que empresas desse segmento podem fornecer.

Quais são os principais tipos de healthtech?

Homem apoiado em uma parede clara utilizando aplicativo no celular para facilitar atendimento médico.
Healthtechs brasileiras oferecem acesso a telemedicina, prontuários eletrônicos e gestão de clínicas 

As healthtechs podem atuar em diferentes áreas da saúde, desde o atendimento à distância até a gestão de instituições, como também no apoio ao diagnóstico e o acompanhamento contínuo dos pacientes. 

No Brasil, o conceito de saúde digital abrange recursos como telemedicina, prontuário eletrônico, inteligência artificial, aplicativos móveis, ciência de dados e medicina personalizada.

Além disso, uma mesma empresa pode reunir mais de um desses segmentos. A Ana Health, por exemplo, atua como um benefício de saúde digital para empresas e oferece uma plataforma própria de telemedicina e telessaúde. 

A solução combina inteligência artificial, automação e atendimento realizado por profissionais de saúde para organizar informações, personalizar jornadas de cuidado e acompanhar os pacientes de maneira contínua e, sobretudo, seguindo os princípios de medicina humanizada.

Para entendermos a fundo o cenário, confira em detalhes os tipos mais comuns de healthtechs brasileiras:

Telemedicina

Mulher segurando uma criança no colo em frente ao notebook recebendo atendimento via telemedicina.
Telemedicina facilita o atendimento a pacientes sem deslocamento.

As healthtechs de telemedicina desenvolvem plataformas que conectam pacientes e profissionais de saúde a distância.

Por meio de videochamadas, telefone, mensagens ou outros canais digitais, é possível realizar consultas, triagens, encaminhamentos, orientações e acompanhamento após o atendimento, ampliando o acesso à saúde e reduzindo a necessidade de deslocamentos.

Prontuário eletrônico

Empresas desse setor também podem disponibilizar os prontuários eletrônicos, que, na prática, são sistemas para armazenar e organizar digitalmente informações clínicas e administrativas ao longo da vida do paciente. 

Esses dados podem incluir histórico de atendimentos, diagnósticos, resultados de exames, prescrições e tratamentos, facilitando o acesso seguro às informações e a continuidade do cuidado entre os profissionais.

Gestão para clínicas e hospitais

As healthtechs focadas em soluções de gestão ajudam clínicas, hospitais, laboratórios e operadoras a controlar processos como agendamentos, faturamento, estoque, atendimento, ocupação de leitos, desempenho das equipes e relacionamento com os pacientes. 

Ao centralizar dados e automatizar tarefas administrativas, essas empresas ajudam na redução de custos, melhoram a utilização dos recursos e apoiam decisões de gestão.

Inteligência artificial aplicada à saúde

Outra possibilidade dentro das healthtechs é o uso de inteligência artificial para analisar grandes volumes de dados, identificar padrões e apoiar atividades como diagnóstico, cuidado clínico, desenvolvimento de medicamentos, vigilância de doenças e gestão dos sistemas de saúde. 

A IA pode ser aplicada também para automatizar tarefas e personalizar comunicações e jornadas.

Na Ana Health, a inteligência artificial e a automação transformam as interações com os pacientes em dados que ajudam a criar jornadas de saúde personalizadas. 

Entenda melhor como a Ana Health utiliza a inteligência artificial para personalizar o cuidado em saúde.

Diagnóstico e medicina preventiva

Nesse segmento, as healthtechs desenvolvem ferramentas para detectar doenças, avaliar riscos e acompanhar indicadores de forma preventiva.

As soluções podem incluir exames digitais, análise de imagens, testes rápidos, algoritmos de apoio à decisão e plataformas que identificam padrões relacionados à saúde. 

Wearables e monitoramento remoto

Wearables é o termo em inglês usado para se referir a dispositivos como relógios, pulseiras, adesivos inteligentes e sensores de maneira geral que coletam informações de saúde.

Esses dispositivos se tornaram bastante populares pela facilidade de acompanhamento de informações relacionadas a exercícios físicos, frequência cardíaca, pressão arterial e sono.

A vantagem dessas tecnologias acontece na integração a plataformas de monitoramento remoto, que permitem o acompanhamento a saúde fora de clínicas e hospitais e o compartilhamento dos dados com profissionais, especialmente no cuidado de pessoas com doenças crônicas ou que precisam de acompanhamento contínuo.

Quais tecnologias impulsionam as healthtechs?

As healthtechs combinam diferentes tecnologias digitais para coletar e integrar informações, automatizar processos e oferecer um cuidado mais acessível e personalizado. Entre as principais tecnologias estão:

  • Inteligência artificial e aprendizado de máquina (machine learning): analisam dados, identificam padrões e auxiliam em atividades como interpretação de exames, classificação de risco, personalização do cuidado, desenvolvimento de medicamentos e gestão de serviços de saúde;
  • Big Data e análise de dados: processam grandes volumes de informações para gerar indicadores, prevenir riscos, acompanhar resultados e apoiar decisões;
  • Computação em nuvem: permite armazenar e acessar sistemas e informações pela internet, facilitando a atualização das plataformas, a escalabilidade das soluções e o trabalho integrado entre diferentes unidades;
  • Internet das Coisas Médicas, sensores e wearables: conecta relógios, pulseiras, equipamentos médicos e outros dispositivos capazes de coletar dados e acompanhar pacientes fora dos estabelecimentos de saúde;
  • Telemedicina e aplicativos móveis: possibilitam consultas, orientações, triagens, acompanhamento de doenças e comunicação a distância entre pacientes e profissionais;
  • Prontuários eletrônicos: organizam o histórico do paciente e permitem que diferentes sistemas troquem dados de maneira padronizada, contribuindo para a continuidade do cuidado;
  • Automação de processos e robótica: reduzem tarefas repetitivas em áreas clínicas e administrativas, como cadastros, agendamentos, faturamento, triagem e organização de documentos;
  • Cibersegurança e governança de dados: protegem informações sensíveis, controlam acessos e ajudam as empresas a manter a privacidade e a segurança dos dados de saúde.

Como citamos, essas tecnologias podem ser utilizadas de maneira integrada. Uma plataforma pode, por exemplo, reunir dados de prontuários e dispositivos conectados, processá-los com inteligência artificial e oferecer aos profissionais informações que apoiem o acompanhamento e a personalização do cuidado.

Quais são os benefícios das healthtechs?

As healthtechs podem tornar os serviços de saúde mais acessíveis, integrados e eficientes ao conectar pacientes, profissionais e instituições por meio da tecnologia. Para cada público, os benefícios se diferenciam. Profissionais da saúde, por exemplo, ganham na facilidade do acompanhamento de pacientes à distância, enquanto instituições de saúde aumentam eficiência operacional.

Os pacientes, da mesma forma, são beneficiados pelo acesso facilitado a serviços, comunicação ágil com profissionais de saúde, maior custo-benefício e conveniência. 

Para instituições de saúde:

  • Maior eficiência operacional;
  • Redução de custos e retrabalhos;
  • Decisões orientadas por dados;
  • Integração entre sistemas.

Para profissionais de saúde:

  • Apoio às decisões clínicas;
  • Mais agilidade e produtividade;
  • Colaboração a distância;
  • Acompanhamento contínuo;
  • Coordenação do cuidado.

Para pacientes:

  • Maior acesso aos serviços;
  • Mais conveniência;
  • Comunicação facilitada;
  • Cuidado mais personalizado e preventivo;
  • Continuidade do cuidado.

Healthtech é confiável?

Quando falamos de healthtechs, é importante lembrar que se trata de um termo usado para definir um mercado e não uma instituição em si. Por isso, o que vai determinar se uma empresa healthtech é confiável ou não são fatores como o cumprimento de normas e legislações, proteção de dados e segurança da informação aplicáveis.

Ou seja, na hora de procurar por uma empresa segura, é importante verificar a reputação da healthtech, pois elas devem adotar medidas técnicas e administrativas para impedir acessos não autorizados, vazamentos, perdas e usos indevidos de dados, direitos que são assegurados pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

Como está o mercado de healthtech no Brasil?

Atualmente, o Brasil é o maior mercado de healthtechs da América Latina, com cerca de 1.919 startups registradas no setor, metade delas (49%) concentradas em São Paulo, seguido por Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Além do número de empresas ter aumentado exponencialmente nos últimos anos, somente em 2024, o setor fechou 40 rodadas de investimento, que somaram R$ 799 milhões, o que representa 38% mais negócios que em 2023. 

As healthtechs brasileiras também se dividem em diferentes categorias, com destaque para bem-estar físico e mental, planos e financiamento, novos medicamentos e tratamentos, gestão de processos e agendamentos

Quando o assunto é tecnologia, análise de dados lidera com 24% das startups, seguida por telemedicina (22%) e inteligência artificial (21%) e são justamente gestão de processos, inteligência de dados e planos e financiamento as categorias que mais atraíram investimento.

Esses números mostram um caminho interessante para o mercado: mais digitalização, mais IA, mais telemedicina e mais interoperabilidade. E os próprios estabelecimentos de saúde já refletem essa mudança. 

Segundo a pesquisa TIC Saúde 2025, do Cetic.br,  92% deles já usam sistemas eletrônicos para registrar dados de pacientes, 18% já adotam IA e 44% estão conectados à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). 

Na telessaúde, 36% oferecem teleconsultoria, 28% teleconsulta e 27% telediagnóstico, o que reforça que a força do digital deixou de ser exceção e virou parte da rotina de quem cuida da saúde da população.

Quais são as tendências para as healthtechs nos próximos anos?

O setor de healthtechs no Brasil está crescendo e amadurecendo rápido. Com a expansão de soluções durante a pandemia, agora vemos startups mais estruturadas e parcerias mais estratégicas com hospitais e operadoras. 

Com o Brasil à frente na saúde digital na América Latina, podemos esperar mudanças nos próximos anos. As principais tendências incluem:

  • IA no dia a dia clínico: segundo dados divulgados pela Cetic, 17% dos médicos e 16% dos enfermeiros brasileiros usam inteligência artificial na rotina, principalmente para transcrever consultas e organizar prontuários;
  • Mais fusões e aquisições: hospitais e operadoras estão comprando healthtechs para acelerar sua própria digitalização, e essa tendência deve crescer;
  • Telessaúde chegando onde falta médico: uma ferramenta cada vez mais usada para reduzir filas e levar atendimento a regiões com poucos profissionais de saúde;
  • Interoperabilidade como pré-requisito: integrar com exames, laudos e sistemas do SUS, sempre dentro das regras do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da LGPD, deve deixar de ser diferencial nos próximos anos.

Como escolher uma healthtech para sua clínica ou hospital?

Com o Brasil na liderança em números de healthtechs na América Latina, escolher bem exige olhar além do preço. Por isso, antes de fechar contrato, vale seguir algumas dicas para escolher a parceria mais inteligente:

  • Está dentro das regras? A plataforma precisa seguir as normas do CFM para telemedicina e prontuário eletrônico, além da LGPD para dados de saúde;
  • Como os dados são protegidos? Pergunte como as informações do paciente são armazenadas e compartilhadas entre a equipe;
  • É fácil de usar? Soluções acessíveis por WhatsApp, telefone ou vídeo tendem a ter mais adesão de pacientes e da equipe;
  • A IA é de verdade? Peça exemplos concretos de aplicação (resumo de histórico, apoio à triagem, geração de relatórios) e não apenas o rótulo "inteligência artificial".
  • Tem suporte de verdade? Um bom fornecedor resolve problemas sem travar o atendimento;
  • Se adapta à sua realidade? Prefira soluções configuráveis em vez de pacotes genéricos;
  • Tem resultado para mostrar? Peça indicadores de impacto e referências de outros clientes.

Ana Health: uma healthtech brasileira feita por quem entende de saúde

A Ana Health é uma healthtech brasileira que foi criada com o intuito de ampliar o acesso à saúde, unindo tecnologia e cuidado de verdade. Na prática, isso acontece por meio de soluções personalizadas, pensadas para públicos diferentes.

Seja por meio da plataforma de telemedicina ou dos benefícios para empresas ou pessoas físicas, na Ana Health é possível encontrar a facilidade do acesso à saúde de forma democratizada com um atendimento médico humanizado.

O compromisso é de colocar a tecnologia a serviço de quem cuida e de quem precisa ser cuidado. Por isso, ao pensar em contratar uma healthtech para sua clínica, hospital, empresa ou até para você e sua família, vale considerar uma solução construída por quem entende tanto de tecnologia quanto de saúde. E é exatamente esse o compromisso da Ana Health.